Lena Tosta e Olivier Boëls

Olivier Boëls é cofundador da produtora Etnofoco, especializada em produções audiovisuais,  fotográficas e em pesquisa antropológica. É detentor de um prestigiado prêmio internacional, o World Press Photo 2000. Foi finalista do prêmio Smithsonian 2011 e 2013, nos Estados Unidos, e do prêmio Memorial Maria Luisa 2011, na Espanha. Entre os prêmios nacionais, ganhou o 1° Foto Arte 2004, na categoria Política e Social, e o Pierre Verger 2002, com a antropóloga Lena Tosta. O Etnofoco apresentou, em 2010, o curta-metragem Cinzas Sagradas na Era de Kali, no Musée du Quai Branly, em Paris, durante o colóquio  internacional Arrêts sur Images. O curta também  integrou a exposição “Índia!”, apresentado no CCBB (SP, RJ e DF), em 2012. Participou de 40 exposições em lugares como o Museu Nacional, em Brasília; CCBB; Conjunto Cultural da Caixa; Musée du Quai Branly, em Paris; Harbourfront Center, em Toronto, no Canadá; India Habitat Centre, em Nova Délhi, na Índia; e Museu Nacional da Coreia do Sul. É representado pela galeria Zone Zero, no México, e pela galeria A Casa da Luz Vermelha, em Brasília.

Lena Tosta é doutora e mestre em Antropologia pela UnB com experiência de campo no Brasil, na Índia, no Canadá e na França. Atuou como professora por seis anos na FE/Universidade de Brasília e no IESB/Brasília. Atualmente, conclui uma especialização em Antropologia e Cinema na Universidade Paris X e trabalha com pesquisa antropológica conjugada à produção de imagens, em curadorias, publicações, exposições e em atividades de ensino-aprendizagem. Participou de 17 mostras em locais como: Aliança Francesa de Toronto, Centro Cultural da Caixa (SP, DF e BA), Museu Nacional da República, Teatro Nacional de Brasília, Musée du Quai Branly (Paris), CCBB (SP, RJ e DF), Embaixada da França no Brasil e Indian Habitat Centre (Délhi). É cofundadora do coletivo Etnofoco  e tem variadas publicações nacionais e internacionais, entre periódicos e revistas não acadêmicas. É detentora dos prêmios Pierre Verger de Antropologia Visual (2002) e de melhor dissertação da Associação Brasileira de Antropologia/Fundação Ford (1997).

FOTOS

Sinopse
Varanasi é o epicentro do mundo para os hindus, o chão original, de onde o universo todo foi criado e para onde, um dia, ele vai se contrair. Fica ali a encruzilhada entre este e outros mundos, onde Brahman, o absoluto, toca a terra. Tem gente que diz que Varanasi é um sítio de cremação do Universo Manifestado – maya – a ilusão. Certo é que quem mora em Varanasi está sempre sendo lembrado da impermanência desta vida. E não apenas porque lá o campo de cremação mais disputado da Índia solta o cheiro pungente de corpos cremados ao ar livre, 24 horas por dia. Afinal, quem morre em Varanasi alcança o moksha, a liberação. A passagem, que em toda parte é temida, ali é bem-vinda. E a profunda transformação do mundo também. Varanasi hoje é um microcosmos da Índia, um subcontinente que vive todas as contradições da contemporaneidade.